Um show de Rock´n´Roll é bom demais. Um festival então é do caralho.
Tive a oportunidade, dentre outros, de ir a alguns Hollywood Rocks e até ao Rock In Rio II. A atmosfera é muito diferente. Fora a maré de maconha, mas isso é outra estória.
O ruim é agüentar um eventual show ruim ou domar o cansaço. É um tal fica em pé, senta, fica em pé de novo, pula na hora do show, leva uma cervejada nas costas, pula mais, senta ao final do show e recomeça o ciclo todo de novo.
Mas quando o show é bom não tem como algo te atrapalhar
Me lembro da primeira vez que os Stones vieram ao Brasil. Era a turnê Voodoo Lounge. No começo do show uma torre enorme em forma de cobra soltava um jato de fogo que eu, a uns 80 metros do palco, sente o calor. Foi uma insanidade total. Mick Jagger correndo de um lado para outro, Keith Richards com aqueles passinhos ridículos e o cigarro na boca. Era tudo clichê e era aquilo que eu queria. Aquele cara cantando que não conseguia ter satisfação com nada e eu lá totalmente satisfeito. Ao final fui dormir num depósito de remédios onde um primo meu trabalhava num subúrbio do Rio. Detalhe: sem tomar banho e sem dinheiro para jantar. Só com dinheiro da passagem de volta para Juiz de Fora. Ficamos eu e um amigo na rodoviária Novo Rio fedendo e catando jornais sem dono para passar o tempo até o ônibus chegar. Mas saí com uma grande estória para contar.
Ainda houve o show do Faith No More no Rock in Rio II, em 1992. Era uma banda desconhecida que me foi apresentada semanas antes do show. Gostei muito das músicas, o CD era o The Real Thing. Mas qual a minha surpresa quando os caras detonaram. Foi até melhor que o show do Guns, que era maior banda do mundo naquela semana e real motivo de eu ir ao festival.
Pena que os festivais no Brasil estão escassos e às vezes você só fica sabendo quando já acabou.
Trilha Sonora de hoje : Faith No More
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
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